Liderar te encanta ou te espanta?
Lembra quando você recebeu aquela ligação confirmando sua contratação na companhia que você sonhava tanto em trabalhar?
Lá estava um líder, esperando por
você!
E como foram seus primeiros dias?
Você teve um líder receptivo que te fez crescer e se espelhar nele, ou você
teve um líder que passou a mão na sua cabeça e te manteve no mesmo lugar por
meses, ou ainda um líder turrão que só te dizia não, ou um líder que só te
obrigava a executar, sem dizer absolutamente sobre o porquê de tal tarefa?
Qualquer um desses estilos de
liderança tem seus desafios. Acredito que não tem um manual do que é certo ou
errado na atuação de um líder, desde que o respeito prevaleça, o objetivo precisa
ser criar uma equipe que seja congruente aos objetivos que precisam ser
atingidos.
A decisão que você toma desde o
processo seletivo, contratação e rescisão, irá influenciar a vida da outra
pessoa. Isso você precisa ter muito claro em sua mente. Quando você se dispõe a
estar no comando de uma equipe, é preciso nutri-la de conhecimento, de
informações e objetivos claros.
É encantador aquele que se coloca
na posição de aprendiz diariamente, observando, ouvindo e fazendo disso,
insumos para desenvolver as habilidades individuais e por meio de métodos
claros, melhorar continuamente o desempenho, consequentemente gerando os
resultados esperados.
Sabe aquela história de julgar um
livro pela capa?
Fiz isso incontáveis vezes, até
aprender que primeiro é preciso perceber o ser humano que está aos meus
cuidados enquanto líder, depois o julgamento não sobre a pessoa, mas sobre a
entrega dela.
Já aconteceu de eu receber na
equipe pessoas que despertam aquela coisa de o ‘santo não bateu”. E te afirmo
que, o espanto que já tive na liderança foi entender que não precisa amar todas
as pessoas, o que precisa é olhar para todas elas com respeito, com a humildade
de um aprendiz e ajudá-la ver seu valor, identificar suas mais fortes
habilidades e colocá-las em prática. O desafio está aí.
A chave virou quando concentrei meu
olhar para entrega da pessoa, para o compromisso com aprendizado, com a vontade
de fazer acontecer e a cada momento desse me surpreendia com o desempenho e
entrega de resultados.
E como fiz isso?
Deixando de lado o pré-julgamento,
confiando tarefas importantes para essas pessoas, monitorando e observando com
elas reagiam a cada uma delas. Provocando nelas a busca de soluções que não
acreditavam ser capazes de encontrar. Escutando cada queixa e comemorando junto
cada tarefa executada e tão importante quanto, valorizando as pequenas
vitórias.
Ao longo de mais de 12 anos em
funções de liderança pude descobrir que cada pessoa tem habilidades diferentes,
que fazem as coisas de forma diferente de mim, e que é justamente essa
diferença que faz a pessoa ser única e somar sua unicidade ao coletivo de uma
equipe trazendo resultados inacreditáveis.
O encantamento da liderança pra
mim, está em saber primeiro quem eu sou e os motivos que me levaram a aceitar
essa função, e partir daí olhar para outro com sentimento de aprendiz. Quando a
pessoa confia a carreira e os sonhos dela na sua gestão, na sua
responsabilidade, é preciso coragem para ter atitudes que vão extrair a última
gota de suor e dedicação, até a pessoa caminhar sozinha.
Aprendi durante minha jornada
corporativa que é preciso liderar pelo caminho da inutilidade, é preciso se
fazer desnecessário, desenvolvendo as pessoas para serem independentes e executarem
tranquilamente as tarefas, fazendo o que precisa ser feito.
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